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PREVENÇÃO ANIMAL

Ações contra o calazar avançam e alcançam 95,5% da meta de encoleiramento

Mais de 7 mil cães já foram encoleirados em 15 bairros prioritários monitorados pelo município

Publicado em: 23/04/2026 por Ana Maria Nascimento

Unidade de Vigilância em Zoonoses

Ações contra o calazar avançam e alcançam 95,5% da meta de encoleiramento

Imperatriz segue com testagem e encoleiramento de cães para tratar o calazar (Foto: Divulgação/UVZ)

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Unidade de Vigilância em Zoonoses de Imperatriz (UVZ) e do Departamento de Controle de Vetores, realizam ações contínuas de monitoramento e controle da leishmaniose visceral canina, conhecida como calazar, em bairros com maior incidência da doença.

Atualmente, 15 localidades são consideradas prioritárias, somando quase oito mil cães distribuídos em 1.013 quarteirões e 33.849 imóveis. Nessas áreas, são desenvolvidas atividades como visitas domiciliares, testagem e encoleiramento de animais.

Dados mostram que, em 2024, foram registrados 670 cães positivos para a doença. Entre janeiro de 2025 e março de 2026, foram confirmados 522 casos, o que representa uma redução de aproximadamente 22%. 

No último ciclo, foram encoleirados 7.201 cães, ou seja, 95,5% do total, superando a meta mínima estabelecida. Também foram realizados testes em 3.786 animais. O município aguarda o envio de nova remessa de coleiras para continuidade das atividades.

O coordenador do Departamento de Controle de Vetores, Allan Dantas, explica que o Programa de Encoleiramento Canino segue diretrizes do Ministério da Saúde para reduzir a transmissão da doença. “Através da inibição da presença do vetor de transmissão Lutzomyia longipalpis nas localidades afetadas, por meio do uso de coleiras repelentes impregnadas com deltametrina a 4%, aplicadas nos cães dessas áreas, que são os principais reservatórios da doença no perímetro urbano e representam a última barreira entre o vetor e o ser humano”.

As ações são realizadas em ciclos de seis meses, período de validade das coleiras. Durante as visitas, os Agentes de Combate às Endemias fazem triagem com testes rápidos e, quando necessário, realizam a coleta de material para exames laboratoriais.

O coordenador da Unidade de Vigilância em Zoonoses, Paulo Henrique Soares, orienta os tutores a ficarem atentos aos sinais clínicos da doença nos cães. “Os principais sintomas em cães são ferimentos no focinho e nas pontas das orelhas, emagrecimento, lesões ao redor dos olhos, descamação da pele, crescimento exagerado das unhas e também sangramento nasal”.

Nos seres humanos, a leishmaniose visceral é uma doença sistêmica que pode apresentar febre prolongada, perda de peso, cansaço, anemia e aumento do fígado e do baço. Sem tratamento adequado, pode evoluir para quadros mais graves, por isso a recomendação é procurar atendimento de saúde ao surgirem os primeiros sintomas.

Sobre a transmissão, o coordenador da UVZ esclarece que o cão não transmite diretamente a doença para as pessoas. “O cão com calazar não transmite a doença para o homem, porém, se o mosquito-palha picar um cão infectado e, em seguida, picar uma pessoa, pode ocorrer a transmissão”.

Em relação ao tratamento, nos cães não há cura definitiva, mas existem protocolos que contribuem para o controle da doença e para a melhoria da qualidade de vida do animal. Já em humanos, o tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e apresenta resultados quando iniciado precocemente.

Os atendimentos da Unidade de Vigilância em Zoonoses são realizados na Rua Coletora, s/n°, no bairro Conjunto Vitória, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Caso o tutor opte pela eutanásia do animal com diagnóstico confirmado, a unidade também realiza o procedimento de forma adequada e seguindo os protocolos sanitários.

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