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ARRAIÁ DA PREFS

Libras e inclusão marcam apresentação da Escola Bilíngue no Arraiá da Prefs 2026

Junina com 41 alunos surdos abre programação cultural na Beira Rio, em Imperatriz, com identidade e tradição em destaque

Publicado em: 22/06/2026 por Nayane Brito

Secretaria de Educação

Libras e inclusão marcam apresentação da Escola Bilíngue no Arraiá da Prefs 2026

Ensaio da junina da Escola Municipal Bilíngue para Surdos Professor Telasco Pereira Filho, que une dança, Libras e cultura nordestina no tema “Da Cultura Nordestina à Identidade Surda: Libras que Conecta Histórias”. (Foto: Dávila Henrique)

No Arraiá da Prefs 2026, a cultura junina ganhará um significado ainda mais especial. A Escola Municipal Bilíngue para Surdos Professor Telasco Pereira Filho, de Imperatriz, levará ao tablado uma apresentação que une dança, tradição, identidade e inclusão, protagonizada por 41 alunos surdos e acompanhada por nove professores brincantes. A junina se apresenta na quarta-feira, 24 de junho. O Arraiá da Prefs será realizado de 24 a 28 de junho, na Avenida Beira Rio, com uma programação que reúne apresentações culturais durante todos os dias do evento.

A junina da Escola Municipal Bilíngue apresentará o tema “Da Cultura Nordestina à Identidade Surda: Libras que Conecta Histórias”. Com uma proposta inovadora, a apresentação foi construída a partir da junção da dança junina com a Língua Brasileira de Sinais (Libras), de modo que os estudantes expressassem a riqueza da cultura popular nordestina por meio de sua própria língua. A coreografia, desenvolvida pelo professor Cristiano Viana César, respeita as especificidades dos alunos, que acompanham atentamente os comandos visuais do coreógrafo e da intérprete de Libras durante os ensaios.

Para os estudantes surdos, a música é sentida de uma forma única: por meio das vibrações, dos movimentos e da expressão corporal. Cada passo ensaiado carrega emoção, pertencimento e o orgulho de representar a comunidade surda em um dos maiores eventos culturais promovidos pelo município. O público pode esperar uma apresentação emocionante, marcada pela beleza da cultura junina, pela força da Libras e pelo protagonismo dos alunos, que mostrarão no tablado do Arraiá da Prefs 2026 que a inclusão também faz parte do compasso da tradição.

A gestora da escola, Elisandra Lima, destacou o compromisso do Arraiá da Prefs 2026 com a inclusão dos estudantes com deficiência. “A Escola Bilíngue está preparando uma linda apresentação, trazendo em sua bandeira a inclusão e o pertencimento da pessoa surda nos diversos espaços da sociedade. É uma honra, pela primeira vez, a Escola Bilíngue para Surdos, a primeira do Maranhão, pisar no tablado do Arraiá da Prefs. É de grande importância a participação da Escola Bilíngue. Ficamos honrados pelo convite para fazer a abertura da programação, que resgata a cultura de Imperatriz. Ter uma escola para pessoas surdas abrindo o evento traz representatividade e, acima de tudo, a valorização da primeira língua dos surdos, que é a Libras”, ressaltou.

O coreógrafo da junina, professor Cristiano Viana César, enfatizou que a participação dos alunos representa muito mais do que uma apresentação cultural, além de ser uma oportunidade de promover inclusão e visibilidade à comunidade surda. “Estamos vivendo a temporada mais bonita do ano para o povo nordestino, que é o São João. A presença dessas crianças no Arraiá da Prefs mostra que elas também fazem parte dessa cultura e têm muito a contribuir. É um momento de inclusão, de pertencimento e de mostrar que os alunos surdos podem participar e encantar o público de um jeito especial, transmitindo suas mensagens por meio da dança, da Libras e da expressão corporal. É uma oportunidade de mostrar toda a beleza e a capacidade que eles têm de ocupar e transformar os espaços culturais da nossa cidade”, destacou.

No contexto da apresentação junina, a participação da Escola Municipal Bilíngue marca um momento de reconhecimento e visibilidade para a comunidade surda de Imperatriz. Ao ocupar o tablado do Arraiá da Prefs, os estudantes levam consigo suas histórias, sua língua e sua forma singular de vivenciar a cultura. Entre passos, sinais e sorrisos, eles mostram que tradição e inclusão caminham juntas e que a festa fica ainda mais bonita quando todos têm espaço para participar.

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