MEIO AMBIENTE
Escola Municipal São Jorge I se destaca no Programa Meu Ambiente com projeto de coleta de pilhas
Iniciativa da Rede Municipal de Imperatriz incentiva o descarte correto de pilhas e baterias e mobiliza estudantes em ações ambientais
Publicado em: 11/05/2026 por Nayane Brito

O projeto de coleta de pilhas da Escola Municipal São Jorge I já apresenta resultados positivos no programa Meu Ambiente, coordenado pelo setor de Educação Ambiental da SEMED. (Foto: Raica Thawanny)
A Educação Ambiental tem conquistado cada vez mais espaço nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Imperatriz, o que evidencia o compromisso da Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), com a formação consciente e sustentável dos estudantes. Um exemplo desse trabalho é o projeto de coleta de pilhas desenvolvido na Escola Municipal São Jorge I, que já apresenta resultados significativos dentro do programa Meu Ambiente, coordenado pelo setor de Educação Ambiental da SEMED.
Desde o início do projeto, em 2024, mais de 250 pilhas e diversas baterias foram recolhidas, o que evitou o descarte irregular desses resíduos no meio ambiente. Somente na segunda coleta, realizada nos primeiros dias de maio de 2026, a escola arrecadou 135 pilhas AA, 87 pilhas AAA, 10 baterias de 3V, três baterias convencionais, quatro pilhas grandes e uma bateria de celular, resultado que ampliou a conscientização ambiental dentro da comunidade escolar.
O projeto nasceu em março de 2024, a partir da vivência da coordenadora da iniciativa, a professora Maria Alexsandra Carvalho de Brito, durante uma pós-graduação. Ao assumir a sala de robótica da Escola Municipal São Jorge I, ela identificou um problema comum: o acúmulo de pilhas desgastadas nos kits de robótica utilizados pelos alunos.
Diante dessa realidade, surgiu a ideia de criar um sistema simples e eficiente de coleta dentro da própria instituição de ensino, o papa-pilhas. Assim, o projeto busca conscientizar os estudantes sobre o descarte correto de resíduos perigosos, como pilhas e baterias, que causam sérios danos ao ambiente quando recebem destinação inadequada. Esse tipo de material libera substâncias tóxicas que contaminam o solo e a água, além de representar riscos à saúde pública, problema que se agrava diante dos desafios das mudanças climáticas.

A professora Maria Alexsandra Carvalho de Brito relembra como o trabalho começou. “Passei a armazenar as pilhas em uma caixa e, posteriormente, desenvolvi o primeiro ‘papa-pilhas’ com materiais reaproveitados. Hoje, percebemos os alunos mais conscientes e participativos. Já conseguimos notar uma mudança de comportamento em relação ao cuidado com o meio ambiente”, destacou.
Atualmente a escola conta com dois pontos de coleta, os chamados “papa-pilhas”, confeccionados com materiais recicláveis, como canos de PVC, CDs e rolos de fita adesiva. Os recipientes ficam disponíveis para que os alunos depositem as pilhas usadas de forma segura. Após a coleta, a equipe escolar realiza a triagem e encaminha o material para o descarte correto em um ponto autorizado, localizado no supermercado Atacadão.
Segundo a coordenadora do projeto, a iniciativa também passou a integrar as ações pedagógicas da escola, especialmente nas atividades desenvolvidas na sala de robótica. “O projeto une teoria e prática, o que amplia ainda mais o aprendizado. Temos ótima adesão da comunidade escolar e poucos desafios na execução. Nossa intenção agora é ampliar esse trabalho, criar mais pontos de coleta, envolver outras turmas e buscar parcerias para fortalecer a destinação correta dos resíduos. Queremos transformar essa iniciativa em referência na educação ambiental”, afirmou.
Além dos números expressivos de pilhas coletadas, o engajamento dos alunos representa um dos maiores destaques do projeto. Muitos estudantes passaram a levar pilhas usadas de casa para a escola, participam ativamente da iniciativa e incentivam familiares e amigos a adotarem práticas mais sustentáveis.
De acordo com o aluno Ruan Pablo Santana Silva, do 9º ano, o projeto trouxe novos aprendizados e mudou hábitos dentro da própria família. “Aprendi que pilha não pode ser jogada no lixo comum, porque faz muito mal para o meio ambiente. Depois que comecei a participar do projeto, passei a juntar as pilhas usadas lá de casa e trazer para a escola. Também ensinei minha família a fazer o mesmo. Acho muito importante, porque a gente cuida da natureza e do nosso futuro”, garantiu.

A estudante Julhya Maria Moreira dos Santos, do 8º ano, também ressaltou os aprendizados adquiridos com a iniciativa. “Através desse projeto aprendemos sobre os impactos negativos que uma pilha descartada no lugar errado pode causar ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Antes eu não sabia da importância desse descarte correto, mas hoje entendo que atitudes simples geram impactos positivos para a nossa comunidade e para o futuro”, afirmou.
Outro destaque do projeto é a participação dos alunos em eventos científicos e ambientais. Os participantes levaram a iniciativa para a Conferência Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, nas etapas municipal, estadual e nacional, realizada em Brasília (DF), em 2025, o que ampliou a visibilidade da proposta e evidenciou o protagonismo juvenil nas discussões sobre sustentabilidade e preservação ambiental.
A coordenadora do setor de Educação Ambiental da SEMED, Bárbara Silva Mendes, ressalta o compromisso do projeto com o Programa Meu Ambiente e a relevância da iniciativa no processo de ensino e aprendizagem. “A atuação do Programa Meu Ambiente nas escolas é fundamental para promover uma aprendizagem significativa e o desenvolvimento da consciência ambiental. Ao participar de projetos como a coleta de pilhas, os alunos aprendem na prática e relacionam o conteúdo escolar com situações reais do cotidiano. Além disso, essas ações ultrapassam os muros da escola e geram benefícios para toda a comunidade, como a redução do descarte inadequado de resíduos e a formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis”.
Mesmo com os avanços, a escola já planeja expandir o projeto. Entre as metas estão a ampliação dos pontos de coleta, o envolvimento de mais turmas e a busca por parcerias institucionais que contribuam para a destinação correta dos resíduos.



